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Amamentação e a prevenção ao câncer de Mama

Agosto Dourado é o nome dado a campanha que reforça a importância da amamentação para o desenvolvimento saudável do bebê. Sabemos que esta tarefa é um tanto desafiadora para as mulheres e requer, para além de paciência e dedicação, apoio familiar e técnica. A família precisa se preparar para oferecer o leite materno, “durante a amamentação a mulher deve procurar estar bem sentada com nenê no colo e introduzir todo o mamilo, incluindo a aréola, na boquinha do nenê. Isso ajuda a evitar fissuras no mamilo e impede a entrada de ar, o que às vezes é o motivo do desconforto abdominal para o recém-nascido”, explica a Mastologista da Oncotrata, Dra. Ana Paula Müller.

Além dos benefícios para o bebê, você sabia que a amamentação também é benéfica para as mamães? Sim! Estudos recentes demonstram que a amamentação contribui na prevenção ao Câncer de Mama. Ficou curioso para saber como isto acontece? É isso que a Dra. Ana Paula nos explica abaixo. Boa leitura!


1) É verdade que amamentar é um tipo de prevenção ao Câncer de Mama? Como isso acontece?

Dra. Ana Paula Müller, Mastologista – CRM 20.322: Sim, acredita-se que haja uma certa proteção da glândula mamária devido à redução de tecido mamário que habitualmente é liposubstituído, além das alterações hormonais que a gestação induz, assim como nesse período a mulher não menstrua.


2) Qualquer tempo de amamentação já se torna benéfico para a saúde da mulher?

Dra. Ana Paula Müller, Mastologista – CRM 20.322: Não existem estudos que avaliaram tempo de amamentação e risco para Câncer de Mama, porém, provavelmente o tempo médio de amamentação de 6 meses a 1 ano já contribua para essa proteção.

3) Mesmo assim, durante o período da amamentação é importante estar atenta ao surgimento de nódulos e seguir com as consultas periódicas ao Mastologista?

Dra. Ana Paula Müller, Mastologista – CRM 20.322: Sim, é importante saber que é preciso realizar os exames de imagem da mama antes de gestar e seguir monitorando durante e após a gestação, pois a amamentação protege, mas não impede que processos intrínsecos da mama ocorram mesmo assim.


4) Quais são os sinais que merecem atenção?

Dra. Ana Paula Müller, Mastologista – CRM 20.322: Deve-se fazer o autoexame com os três passos: inspeção e palpação, em pé e deitada, buscar alterações na forma, retrações de pele ou sinais novos na pele da mama e complexo areolomamilar. Feridas ou coceiras, saída de liquido sanguíneo ou transparente dos mamilos sem à expressão também são sinais que devem ser monitorados.


5) E as mulheres que não conseguiram ou optaram por não amamentar, estarão mais propensas ao Câncer de Mama?

Dra. Ana Paula Müller, Mastologista – CRM 20.322: Não existe essa relação entre a amamentação e a chance de desenvolver câncer de mama.


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